Lost in Translation. The end.
Dezembro 12, 2007 por maroqueroA porra do Buddokan, que o Dante tanto encheu pra conhecer, pouco mais que o Tesourinha com grife
Dezembro 12, 2007 por maroqueroEnchendo o motorista de osso e ele bem feliz sem entender lhufas e nos achando tri simpáticos
Dezembro 12, 2007 por maroqueroFriends will be friends
Dezembro 12, 2007 por maroqueroLast night in Tokyo. Amanhã de manhã Daniel-san, aniversariante do dia junto com o AI-5, pega o avião, depois eu-san e o Michel-san às 18:40 e finalmente Dante-san e Rogero-san tarde da noite. O Marcelo fica mais uns dias, que ele tá podendo.
Foi TRI bom. Pra usar uma gíria gay, CAUSAMOS. Causamos… constrangimentos, completariam os maldosos. Pra começar, jantamos num lugar bem típico em Shinjuku, comida e saquê deliciosos, como todas as refeições aqui, fora o café (mesmo assim um que outro foram concorrentes a melhor café que muitos de nós já tomamos).
Depois veio o filé: drinks no Park Hyatt, o bar do Lost in Translation. Olhem as fotos e saibam que são infelizes rabiscos do que é ver essa cidade de um dos lugares mais privilegiados do mundo.
Pra fechar, a sala 601 do Karaoke Kan, the very same room da performance do Bill Murray no filme. As salas são privadas pro grupo, deixamos o superego do lado de fora e não poderia ter sido mais divertido. No nosso setlist, sei lá por que rolou More Than This de cara, talvez uma pré-programação da sala. Se não foi, foi creepy. Depois foi Bohemian Rapsody (claaaaaaaaaro), Shiny Happy People, Enter Sandman, Breaking The Law, Kiss e também suavidades como I Guess That’s Why They Call It The Blues, Don’t Look Back In Anger e, em homenagem a Tokyo, Where The Streets Have No Name. Não tinha Smiths no cardápio. Conta: 100 paus por cabeça pra duas horas. Grandes merda: pagamos mais do que isso pra ver o Daft Punk, que nem de longe entrou pro top 3 das lembranças da vida como foi essa noite.
I love this life, essa parte ao menos, e aposto que os guris também.
Agora eu quero voltar pra Titi.
dgdgd
Where the streets have no name
Dezembro 12, 2007 por maroqueroTokyo é uma merda pra se achar qualquer lugar, mesmo pros nativos. Qualquer lugar aqui tem um mapa no site, o endereço não vale pra nada. Não tem o nome da rua e o número não é por geografia e sim por ordem de antigüidade do prédio. Não faço idéia de como o pessoal se virava pra achar um bar antes do advento do website.
Mas o fato é que sobrevivemos, e tentar e conseguir achar os lugares foi uma das provas de que essa viagem foi perfeita.
dgdgd
Off-off-off-off-the beaten track
Dezembro 11, 2007 por maroquero
No final da tarde da terca-feira, dia 11, Diego, Marcelo e Michel partiram em busca de alguns lugares bem trendy, descolados, alternativos, triiii-maaaassa. Eu, Dante e Roger queríamos apenas comprar presentes para nossas respectivas mulheres, e nos separamos do grupo. Tomamos por engano uma linha de trem que não encontramos em nenhum mapa e, ao descer em uma EDCO (estacão desprovida de caracteres ocidentais), deparamos com uma galeria comprida, cheia de lojinhas interessantes, aparentemente frequentadas apenas pelo público local. Lá encontramos algumas belas surpresas para nossas digníssimas.
Mas o mais interessante estava nas vielas paralelas e transversais, onde entramos sem ser convidados e fomos recebidos por não poucos olhares de desconfianca. Depois de zanzar a esmo por aquele labirinto de cores, sons e aromas, perguntamos a um sósia do Dersu Uzala onde poderíamos tomar a melhor cerveja das redondezas. Ele sorriu e apontou uma portinhola. “Ali, mas o último gaijin a entrar foi o Elvis. Em 95, acho. Eles pedem uma senha. Tentem ‘okini’.”
Achamos graca, eh claro. Certos de que o velhinho estava nos sacaneando (os japoneses fazem isso o tempo todo), fomos em direcão ao local especulando sobre os sórdidos significados de ‘okini’ (possivelmente algo entre ‘chute-me’ e ‘mamãe era a alegria das tropas na Manchúria’). Quando o Dante bateu na porta, uma voz lá de dentro nos interpelou:
- 商品代金合計に対して?
- “Ih, tão pedindo a senha”, ironizei. Depois de uma pausa, a voz, de novo, desta vez mais alta:
- 商品代金合計に対して?
A coisa ficou séria. O Roger comecou a nos puxar, mas o Dante fez aquela cara de “tea with me”, puxou do bolso o guia de conversacao da Publifolha, abriu ao acaso e lascou:
- 銀行振込の場合、当社にてご. (O que quer dizer “há subsídios governamentais disponíveis”, como viríamos a saber mais tarde – aparentemente, uma frase que abre portas em qualquer lugar)
Bom, só posso dizer que a cerveja era indescritível, que fizemos grandes amizades e que ninguém mais fala mal da Yakuza na minha frente.
Mais tarde, no hotel, soubemos que nossos companheiros de viagem conseguiram fotografar, de longe, uma aula de harpa em Omote-Sando.
Triiii-maaaaassa!!!
Daniel
Tokyo Update e fofoca, gurias!!!
Dezembro 11, 2007 por maroqueroLadies and gentlemen!!! Hoje estamos já no sexto dia maroquero na cidade e ninguém ainda matou ninguém!! Vitória da razão sobre as provocações tais como o Diego ouvindo música enquanto caminha com o resto da patuléia ou o Dante pelado no quarto!
Somos mesmo um grupo moldado para o convívio.
Acho que não vamos regressar, ao menos não todos. Uns terminam presos, basta ter alguém que compreenda português no metro e nos denuncie. Não vou dizer que o mais provável canditoro a ver o sol nascente quadradoro aqui é o Dante, seguindo do Michel, por motivos bem diversos.
A gente já domina Tóquio e agora buscamos novos desafios.
Tanto que ontem parte do grupo maroquero formado pelos homens mais homens e aventureiros da turma e não mulherzinha que nem o resto, fomos de trem-bala pra Kyoto, terra de contrastes.
A viagem dura duas horas e vinte minutos, atravessa 400 km e 12 séculos, mais ou menos. Kyoto é o maior encontro mundial de templos shintoístas, budistas e seilaoquistas do mundo. Depois do trigésimo a gente parou de contar, fora o fato comprovado de quem viu mil estatuas de buda ou similar viu praticamente todas. Aliás, viu todas. Nosso caso.
Kyoto oferece pouca coisa além de castelos, templos, as lojas mais lindas do mundo ever, em Gion, a passagem mais bonitinha do planeta, Ponto-Cho, e paisagens espetaculares (morros com um tal excesso de cores que nossa vã filosofia cansa depois de se engasgar com tanta beleza). Aliás, pra provar isso, olhem as fotos da maroquero press sobre o caminho dos filósofos. Se não fosse a dor nos pés, depois de caminhar pelo tal caminho filosófico eu poderia ter inventado uma versão nipo-japonesa do existencialismo. O existencializmo, praticado no mundo somente pelo Gizmo, ele mesmo. Uma filosofia para seres em vésperas da fragmentação, como todos os contemporaneous em geral e Gizmos em particular.
Na volta pra casa a gente fez um ritual de queima simbólica dos nossos e-ticktes e lamentamos informar que gente agora tá fazendo vestibular e cirurgia pra dekasegui. Juntem-se a nós!
E tenho ditoro.
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